A CORRIDA NÃO É SEMPRE PARA O MAIS RÁPIDO...... MAS PARA AQUELE QUE CONTINUA CORRENDO.

domingo, 4 de julho de 2010

III CORRIDA DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA

4 de Julho de 2010
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10 horas


Parque Eduardo VII - Restauradores
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9km e 600 m



Muitas pessoas nesta manhã desportiva, com o local de concentração no cimo do Parque Eduardo VII, em Lisboa, para participarem na III Corrida e Caminhada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa  com o lema da inclusão social.


Eram milhares os participantes distribuídos por três provas, Bicicletas (10km), caminhada (5k m), cadeira de rodas (10 km) e corrida ( 10 km).

Vídeo desta manhã desportiva:  http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=9621





Participei na corrida, com uma distância prevista de 10 km, mas foi encurtada para 9km e 600m, não percebi se o motivo seria devido a obras ou a organização de uma festa no Rossio.

Esta prova desportiva teve o seguinte percurso :

Parque Eduardo VII – António Augusto Aguiar – Avenida de Berna – Avenida da República (sentido Campo grande) – Entrecampos – Campo Grande - Entrecampos –Avenida da República - Saldanha-Marquês de Pombal – Avenida da Liberdade e Restauradores (meta).

O percurso tinha um grau de dificuldade baixo, ligeiras subidas nos túneis da Avenida da República e Campo Grande, a partir do Saldanha era sempre a descer.




A maior dificuldade desta corrida esteve no calor que se fez sentir, logo no início eram 10 horas já deveria estar uma temperatura de 30º e foi aumentando até ao final.. ( poderia ter começado às 9 horas).

Percorri os 9 km e alguns metros com o ritmo adequado ao meu estado físico neste momento, só tive alguma dificuldade na parte final, devido ao calor, impróprio para correr.

Demorei a percorrer a distância 58 minutos e 31 segundos,  fiquei classificado em 1157º num total de 1427 atletas que concluiram a prova.
No meu escalão  escalão (M 55-59) fiquei em 97º lugar, o primeiro ficou em 23º lugar na geral com o tempo de 34 minutos e 9 segundos o último ficou em 1373º lugar na geral  com o tempo de 1 hora 09 minutos e 55 segundos num total de 116 atletas neste escalão.

A  inscrição na prova era grátis.
Ofereceram a cada atleta dois sacos, duas camisolas, uma medalha em acrílico,duas peças de  fruta, uma bisnaga com sumo de laranja isotónico, uma barra de cereais e uma  garrafa de água.

Iniciarei a partir deste momento um interregno nas  provas desportivas, mas continuarei a correr(treinos), pois quero regressar em Setembro em bom estado físico, para que a participação em corridas organizadas  seja menos dolorosa.


Fotos em: www.ammamagazine.com/
Classificação em: www.revistaatletismo.com/cal_xistarca.htm

Nota à margem da corrida:
Um dos livros que estou a ler neste momento



Até já

sexta-feira, 18 de junho de 2010

OS SINTOMAS DO "MALUQUINHO DAS CORRIDAS"

Morreu hoje José Saramago desapareceu um escritor Universal.
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O “Maluquinho das corridas”


Baseado na experiência (ou não) de 4 anos a observar as atitudes, a ouvir conversas dos intervenientes nas corridas, a ler artigos e textos nos blogues relacionados com esta modalidade desportiva, resolvi elaborar uma lista de sintomas para uma pessoa ser considerada um/a “maluquinho/a das corridas".

• Se não fuma

• Se não bebe qualquer bebida alcoólica

• Se na véspera de uma corrida tem muito cuidado com o que come.

• Se a esposa/marido ou namorada/o o/a convida para ir jantar a um restaurante e recusa porque tem que treinar.

• Se vai de férias e leva sempre os ténis, os calções e uma camisola para correr.

• Se é aliciado/a pelo/a companheiro/a para praticarem sexo na noite da véspera de uma corrida e recusa com receio de ficar cansado.

• Se está sempre a ler artigos e blogues na Internet relacionados com as corridas

• Se está a chover bastante ou frio e não se importando com isso sai de casa para treinar.

• Se ao passear por locais diferentes do habitual, está constantemente a ver se têm condições para correr.

• Se tem 3 ou 4 pares de ténis e vai comprar outros, só porque são os mais recentes daquela marca.

• Se só tem amigos relacionados com as corridas.

• Se obriga a família a acompanhá-lo/a a todas corridas.

• Se tem o tique no dia-a-dia de estar sempre a olhar para o relógio.

• Se cronometra ao segundo todas as corridas em que participa

• Se procura estabelecer um novo recorde pessoal em todas as corridas em que participa.

• Se durante a corrida procura localizar no pelotão os/as atletas adversários/as do seu escalão.

• Se depila as pernas

• Se tem um relógio topo de gama para cronometrar as suas corridas

• Se gosta de descrever ao pormenor num blogue todas as peripécias das suas corridas.

• Se tem trabalhos em casa e não os faz para ir correr.

• Se tenta sempre colocar-se junto da linha de partida.

• Se quando corre pensa que tem 20 anos, apesar de já ter passado dos 40 anos.

• Se fica endividado/a para ir correr ao estrangeiro

• Se no início ou no fim das corridas, costuma dizer para os atletas do lado, eu já corri 5 maratonas e tenho mais de 65 anos.

• Se tem uma colecção de alfinetes-de-ama religiosamente guardados e não deixa ninguém mexer neles!  ( Jorge Branco )

• Se quando a corrida lhe corre mal dá sempre a desculpa de naquela semana não ter treinado o suficiente. ( Mário Lima )

• Se o seu rendimento não é o melhor e disser que  esteve lesionado/a (esta é a sua verdade), é certo e sabido que do receptor saírá também uma lesão pior que a dele/a. ( Mário Lima )

• Se está entre amigos, a falar de telenovelas, futebol ou cinema e muda a "agulha" para meter o ATLETISMO na conversa. ( Joaquim Ferreira )

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Tenho alguns destes sintomas, mas não todos, por isso, ainda não posso ser considerado um “maluquinho das corridas”.

Esta é uma lista aberta aceitam-se sugestões  para acrescentar à lista.

Até já

sexta-feira, 11 de junho de 2010

CORRIDA CONTRA O TEMPO


Corrida contra o tempo
A medicina derruba a noção de que se deve diminuir o ritmo dos exercícios depois dos 50 anos. Correr com intensidade é parte da receita para uma velhice com qualidade de vida

Paula Neiva


O aumento da longevidade é um fenômeno mundial que impõe uma série de desafios, como melhorar a qualidade de vida durante a velhice. Um grupo de médicos da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, acaba de dar uma colaboração nesse sentido. Na semana passada, eles divulgaram uma pesquisa elaborada ao longo de duas décadas que aponta a corrida como um ótimo aliado para retardar as conseqüências nefastas do envelhecimento. Os pesquisadores investigaram ainda se os riscos de lesões musculares e nas articulações, comuns entre corredores, representam uma ameaça aos benefícios que o exercício pode oferecer a quem tem idade avançada. A probabilidade de lesões no grupo de corredores, mostra a pesquisa, é compatível com a de pessoas que não correm. "Um dos maiores entraves à prática de corrida por pessoas mais velhas é a crença equivocada de que esse exercício é desgastante demais para o organismo de quem já passou da faixa dos 50 anos", disse a VEJA o médico americano James Fries, especializado em doenças reumáticas e envelhecimento, um dos autores do estudo. De acordo com a pesquisa, pessoas acima de 50 anos que praticam corrida regularmente vivem mais e desfrutam uma qualidade de vida melhor na velhice (veja o quadro). Segundo os pesquisadores, tais benefícios valem também para outros exercícios aeróbicos vigorosos, como pedalar e caminhar em ritmo acelerado, principalmente quando se provoca o suor e o coração trabalha perto de 85% de sua freqüência cardíaca máxima.

Para chegar a tais conclusões, os pesquisadores americanos acompanharam 961 pessoas que tinham entre 50 e 72 anos de idade no início do estudo, em 1984. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um deles era formado por pessoas que corriam, em média, quatro horas por semana – tempo que encolheu para 76 minutos semanais no final da pesquisa. O outro grupo era composto de sedentários ou praticantes de atividades físicas leves ou moderadas. Ao longo das duas décadas seguintes, com o aumento da idade dos participantes, ambos os grupos registraram um acréscimo nos índices de fragilidade física para o desempenho de tarefas cotidianas. Entre aqueles que praticavam corrida, a incapacitação apareceu, em média, dezesseis anos mais tarde. As taxas de mortalidade relacionadas a algumas das principais causas de óbito entre idosos, como distúrbios cardiovasculares e neurológicos, câncer e infecções, também foram maiores entre os não-corredores.

A questão que aflige muitos corredores tardios é a quantidade de exercícios para não incorrer em exageros. Responde o médico James Fries, de Stanford: "Se a pessoa não tiver dores, não existe um limite máximo. A maioria dos benefícios é obtida com três horas semanais de corrida, distribuídas em meia hora diária, seis dias por semana". Correr melhora a capacidade cardiorrespiratória. Além disso, o impacto dos pés contra o solo ajuda a fixar o cálcio nos ossos e, dessa forma, é um bom auxiliar na prevenção da osteo-porose. A doença, que deixa os ossos fracos e quebradiços, atinge 200 milhões de pessoas no mundo, 10 milhões delas no Brasil. Recomenda-se associar corrida a exercícios de força e alongamento, para fortalecer a musculatura e diminuir os riscos de lesão. "Depois de ter um estiramento muscular enquanto corria, aprendi a não deixar de fazer o aquecimento e a musculação", diz o dentista paulista Benedicto Bassit, 71 anos, que pratica corrida regularmente há quinze. Bassit diz que a corrida é uma parte indispensável de sua rotina. "Casei há um ano e minha mulher, apesar de ser mais nova que eu, não corria. Eu disse que só casaria se ela também começasse a correr. Funcionou", conta.

A corrida se popularizou muito no Brasil na última década. A Corpore, o maior clube de corredores de São Paulo, registrou aumento de 311% no número de cadastros nos últimos cinco anos. A modalidade conquista adeptos, principalmente, porque proporciona resultados rápidos. "Começar a correr desencadeou uma série de mudanças nos meus hábitos de vida. Fiz novos amigos, passei a me alimentar melhor e ter um sono reparador", diz o engenheiro paulista Sergio Bertocco, de 50 anos, que corre entre uma e duas horas cinco vezes por semana. Ficou para trás o tempo em que pessoas na idade de Bertocco recebiam orientação médica para moderar nos exercícios daí para a frente.







Artigo retirado da revista VEJA edição 2074

Até já