Hoje corri pelas ruas de
Odivelas, durante 45 minutos no meu ritmo lento, podendo por isso, descobrir e observar muitos
dos pormenores que vão surgindo no percurso.
Enquanto corro muitas vezes baixo
a cabeça e olho para o chão e vejo lixo, dejetos de cão, observo também o tipo
de chão que vou pisando, umas vezes em laje com pedrinhas, outras em cimento ou
pedra e outros materiais.
Olho para as pessoas que se vão
cruzando comigo, umas a passear os cães, outras nos seus afazeres diários e outras ainda a correr como eu.
Vejo os automobilistas a vociferarem
dentro dos habitáculos dos carros e oiço o som das suas buzinas, a não respeitarem os peões
nas passadeiras, passando a grande velocidade, a estacionarem em cima dos
passeios e tendo eu muitas vezes de correr na estrada, por falta de
espaço para passar.
Este assunto da atenção que eu
vou dando ao que me rodeia, vem a propósito do que vi quando parei junto do gradeamento de uma ponte, para fazer uns “alongamentos”.
Ao lado dessa ponte, corre na parte de baixo a água de um ribeiro, um dos vários existentes em Odivelas. Estavam na água um
pato e uma pata, (pensei eu porque um
tinha a pluma do pescoço colorida em cor verde e o outro a pluma era toda acastanhada)
a chapinhar e a bater as asas, voltavam para trás e repetiam a ação.
Pensei eu com os meus botões (apesar de não os ter) estes animais
estão felizes só com o pouco que vão encontrando no seu habitat, aliás os
animais por natureza são felizes, o Homem muitas vezes é que os tornam infelizes.
Até amanhã