A CORRIDA NÃO É SEMPRE PARA O MAIS RÁPIDO...... MAS PARA AQUELE QUE CONTINUA CORRENDO.

Sábado, 24 de Dezembro de 2011

HISTÓRIAS DE NATAL


Quando terminou mais uma corrida chegou a casa, olhou para os ténis e verificou que tinham as solas gastas, como era reformado, a sua pensão mal dava para comer, quanto mais para comprar uns ténis novos.

Passou-lhe pela cabeça uma leve esperança de que alguém se lembrasse deste seu hábito saudável de correr e lhe oferecessem uns ténis, pelo Natal.
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Chegou a véspera do Natal e a família numerosa juntou-se em casa dele como era hábito todos anos, viúvo desde o ano passado, vivia sozinho, com o seu cão.

As noras e a filha e os dois filhos, trouxeram os doces, o bacalhau, as couves e as batatas, as prendas que colocaram debaixo da árvore de Natal junto do presépio e pouco mais trouxeram porque a vida estava má.

Na família que iria participar nesta ceia de Natal havia ainda dois netos um de 5 anos e outro de 8 anos.

Comeram, beberam e conversaram animadamente quase todos os presentes na mesa excepto ele o dono da casa tinha motivos para estar assim triste, porque vivia sozinho e tinha saudades da esposa e também porque tinha de deixar de fazer o que gostava que era correr , os ténis já estavam rotos por cima e gastos nas solas.

Terminado repasto sentaram-se a ver televisão à espera da meia-noite e da vinda do Pai Natal, todos os anos havia um familiar que se vestia com a indumentária de Pai natal e entregava as prendas, desta vez coube a vez  à filha.

Ele sentou-se no seu sofá a um canto ligeiramente cabisbaixo e foi observando a entrega das prendas a cada um, quando ouviu do filho para o Pai Leandro levantou a cabeça e olhou para o tamanho da prenda, na esperança de serem uns ténis, mas logo se desiludiu, uns ténis nunca caberiam num pacote daquele tamanho, era um cachecol.

Continuaram a entrega, até que novamente ouviu que era para si e sentiu um redobrar da esperança que fosse o que tanto ambicionava, mas não era desta vez ofereceram-lhe uns chinelos.

Chegou ao fim a entrega das prendas e ele no seu interior sentia-se infeliz não se tinham lembrado que ele adorava correr.

Conversaram mais um pouco e uns familiares foram para casa. Ficaram lá a dormir a filha o genro e o neto, devido a morarem longe.

Ele foi-se deitar, mas antes de adormecer ainda pensou que amanhã se quisesse correr teria de ser com aqueles velhos e gastos ténis, que lhe deixavam os pés em ferida.

Ao amanhecer ainda eram cerca das 7 da manhã ouviu os gritos de um neto e entrou pelo seu quarto de rompante, a dizer "avô avô ainda está lá uma prenda que não entregaram" e ele vestiu o roupão e foi a correr atrás do neto como se fosse um menino, empolgado e cheio de esperança.

Chegou perto da árvore e o neto apontava para um embrulho que tinha ficado atrás da árvore de Natal e leram a etiqueta, para o avô Leandro dos filhos Raúl e Fernando e da filha Isabel.

Desembrulhou rapidamente e lá estavam eles, uns ténis novinhos "em folha", vieram-lhe as lágrimas aos olhos, como se lhe tivessem oferecido a melhor prenda do mundo.

Esta é uma história escrita ao sabor da "pena" sem qualquer correção tanto ortográfica, como na construção do texto.   ---------------------------------------------------------------------------------------------------------
A DICA



Boas festas
Até amanhã

3 comments:

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Um Feliz Natal José Lopes!

pois olhe que "...sem qualquer correção tanto ortográfica, como na construção do texto..." sairam-lhe palavras muitos bonitas, a fazerem-me vir as lágrimas aos olhos, por... por... é assim, não se explica: Sente-se!

Um grande beijinho

Ana Pereira

João António Melo disse...

Amigo José Lopes, com os tempos que se auguram, esta história poderá bem ser uma realidade para muitos, pois as reformas estão a diminuir e as dificuldades na vida cada vez a aumentar. Para quem gosta de correr, uns ténis como prenda de Natal dão sempre jeito. DESEJO DE UMAS BOAS FESTAS. FELIZ ANO NOVO!

Mário Lima disse...

Lopes

Que hajam sempre uns ténis e vontade de os calçar, pois se esmorecemos difícil será o retomar.

... e ao correr da pena escreveste um belo texto.

Abraços!